terça-feira, 30 de agosto de 2011

Peça de estimação ou para doação?




O que eu faço com o meu lixo, depende só de mim.
Tem pessoa que guarda em casa mesmo, e acumula anos e anos de coisas velhas que não usa cheio de bichos. Já outras reciclam o lixo, transformando aquilo que desprezariam em alguma coisa útil, há também quem doe, se a “coisa” está em boas condições o indivíduo acredita que pode ser útil pra alguém,  e tem aqueles que simplesmente dão um fim, jogam na lixeira do prédio ou aproveitam que o caminhão de lixo está passando e giram o braço com força e acertam em cheio com um bom arremesso e saem comemorando por se livrar daquela sacola por vezes fedida.
Mas o pior lixo, não é esse que a gente tem nojo, sabe...aquele que a gente olha e logo identifica que é lixo, esse é o mais fácil de lidar. O pior lixo é o lixo de gaveta, aquele que se mistura com as coisas boas e se não é uma boa faxina, você não identifica o lixinho lá!
Confesso que sou bem bagunceira, minha mãe vive mandando eu arrumar o guarda roupa, sempre tenho muita preguiça em fazê-lo até porque pra mim é uma coisa muita difícil julgar o que eu vou usar ou não, parece que eu tenho sempre a esperança de emagrecer, de mudar os conceitos de moda, de aparecer uma festa do brega, pra usar alguma peça encostada do meu guarda-roupa.
Já com os papéis é diferente, dá um trabalho olhar cada um deles e ver o que eu já posso jogar fora...as vezes a bagunça está tão organizada que já tem um cantinho especial pra ela.
Mas minha mãe costuma dizer que o nosso guarda-roupa reflete nossa vida. Quer conhecer alguém – abra seu guarda-roupa, você descobrirá em alguns minutos coisas que demoraria talvez décadas para saber!
Pensando nisso, aplico a triste história da minha trágica falta de organização as pessoas da minha vida.
Infelizmente, durante os meus já longos 25 anos acumulei muito lixo no meu guarda-roupa, poucas vezes fiz faxinas, acho que o lixo só sai de lá quando eu tenho que ficar empurrando com a bunda e as costas para as peças não pularem pra fora, e as piores peças estão lá, doidas para saírem, mas eu insisto e fico lá lutando contra a porta do guarda roupa, até que a próxima vez que eu o abro as peças pulam.
Recomendo limpezas periódicas em nossos “guarda-roupas , vamos tirar TUDO que é lixo dele, jogar fora lembranças, pessoas, acontecimentos, seja lá o que for.
O que não serve mais pra sua felicidade, não serve mais pra você! Estou parecendo fria, mas o lixo precisa ser tratado com frieza.
Não deixe nada lá que vai te deixar pra baixo, faça questão de rasgar em pedacinhos aqueles atestados de burrice que às vezes assinamos.
Livre-se de todo o mal, como dizem na reza!
As vezes é necessário um dia chato infurnada dentro do quarto no meio “daquela” bagunça naquele “sabadaço de sol” tirando as bagunças e lixos, lixos e mais lixos da sua vida, pra que você libere espaço para as coisas boas da sua vida e consiga ver todas as peças que há tanto tempo você não via e então você começa a recordar de tantas ocasiões que passou com elas.
Não que o lixo nunca tenha servido pra nada, o lixo foi uma coisa boa um dia,afinal se ele está no seu guarda-roupa você colocou ele lá, mas ser lixo não é um destino, se tornar lixo é uma escolha do próprio lixo, se a peça de roupa é boa ela durará anos na sua vida, estará sempre lá, as vezes até como peça curinga. Se for uma peça de estimação então, vixe...vc não empresta, não doa, não se desfaz jamais!
O que diferencia a peça de estimação do lixo no seu guarda-roupa?
Só o tempo, baby, só o tempo dirá!
Eu tenho poucas mas preciosas  peças de estimação e infelizmente tive mesmo com dor no coração me desfazer de alguns lixos.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

FE-LI-CI-DA-DE



O que te faz feliz? Ou quem te faz feliz? Quando você fica feliz?
Tem pessoas que chegam com tanta felicidade em nossas vidas que conseguem passar um pouquinho dela pra gente, ou será que a gente é quem rouba um pouco delas?
Sabe aqueles dias cinzentos, frios, chuvosos, ou então apenas dias que vc não está bem e não sabe nem o motivo daquela falta de felicidade? Tudo bem  que sempre sabemos o motivo dessa ausência de ânimo, mas confesso que é difícil assumir.
Pode ser um dia ruim, uma noite ruim, uma conversa ruim ou o seu cabelo acordou ruim, seja lá o que for, algumas pessoas chegam como “Gurus da Felicidade” e quando vc está em um desses dias, elas aparecem com aquele sorrisão no rosto, transpirando alegria e bom humor e levam nossa vida preto e branco pra longe.
O que eu penso às vezes é: “esse gurus da felicidade não têm conversas ruins, noites ruins...” e às vezes parece mesmo que não há nada de errado com aquela pessoa devido à tão evidente felicidade que ela emana da alma.
Mas isso é impossível! A pessoa pode ser rica, bonita, magra, muito magra, bem sucedida... mas vamos combinar que todos temos problema né?!
Todo ser humano, sofre, chora, paga mico, fala bobagem, esquece de pegar a toalha antes de tomar banho, derruba o pão com manteiga no chão com o lado da manteiga pra baixo, mancha uma roupa, bate o dedinho do pé na quina do sofá, esquece a janela aberta na chuva, perde o ônibus, cai na frente de todo mundo.... Mas o que faz a diferença na vida dos gurus da felicidade? É que eles escolheram antes como reagir nas situações adversas da vida.
Sempre aprendi que precisamos escolher antes as futuras decisões. Não é uma coisa fácil, nem que aprendemos de uma hora para outra, mas a prática leva a perfeição!
Tudo é uma questão de escolha.
Não posso escolher não ouvir ofensas, mas posso escolher não me ofender.
Não posso obrigar alguém a gostar de mim, mas posso escolher encontrar alguém que goste.
Não posso escolher o clima, mas posso escolher pegar o óculos de sol ou o casaco.
Não posso escolher a minha família, mas posso escolher como vou conviver com ela.
Não posso escolher os defeitos das pessoas, mas posso escolher enxergar suas qualidades.
Não posso escolher o tamanho da minha bunda, mas posso escolher uma roupa que favoreça...

A felicidade também é uma escolha, posso escolher ser feliz por causa de alguma coisa. Ou escolher ser feliz apesar de alguma coisa.

Não sei se você tem um motivo pra ser feliz, mas se não tem,  pode encontrar um agora mesmo.

Acho que a grande sacada da felicidade está em ser grato por aquilo que se tem, amar apesar dos defeitos e não se tratar como uma madrasta má.

Temos que nos tratar muito bem, temos que querer o melhor, fazermos nossas vontades de vez em quando e sermos nossa própria fada madrinha, gênio da lâmpada, o coelho da Alice...

Não dá pra esperar o guru da felicidade aparecer sempre, apesar dele ser muito bem vindo, temos que nos esforçar para sermos mais vezes nosso próprio guru que emana alegria, bom humor e boas energias e de quebra ajudar o dia cinzento das pessoas a nossa volta.

Seja menos vezes sua madrasta e mais vezes sua fada madrinha!

Exorciza o capitão nascimento de você e deixe a Barbie tomar conta de tudo! Com certeza isso vai deixar seu dia menos sangrento, barulhento e regrado e mais rosa, mais brilhante, mais fashion, mais FELIZ!
Tenho certeza que no mundo perfeito o céu é cor de rosa!